Questões do ENEM

 

 

(ENEM 2011) O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto).

FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de São Paulo. 4 out 2009 (adaptado).

 

O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são

 

a)      Decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.

b)      Parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.

c)       Amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente.

d)      Criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter.

e)      Cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas jurídicas.

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(ENEM 2011) Na decada de 1990, os movimentos sociais camponeses e as ONGs tiveram destaque, ao lado de outros sujeitos coletivos. Na sociedade brasileira, a ação dos movimentos sociais vem construindo lentamente um conjunto de práticas democráticas no interior das escolas, das comunidades, dos grupos organizados e na interface da sociedade civil com o Estado. O dialogo, o confronto e o conflito tem sido os motores do processo de construção democrática.

 

SOUZA, M. A. Movimentos sociais no Brasil contemporâneo: participação e possibilidades das praticas democráticas. Disponível em: http://www.ces.uc.pt. Acesso em: 30 abr. 2010 (adaptado).

 

Segundo o texto, os movimentos sociais contribuem para o processo de construção democrática, porque

 

a)      determinam o papel do Estado nas transformações socioeconômicas.

b)      aumentam o clima de tensão social na sociedade civil.

c)       pressionam o Estado para o atendimento das demandas da sociedade.

d)      privilegiam determinadas parcelas da sociedade em detrimento das demais.

e)      propiciam a adoção de valores éticos pelos órgãos do Estado.

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(ENEM 2011)

TEXTO I

A ação democrática consiste em todos tomarem parte do processo decisório sobre aquilo que terá consequência na vida de toda coletividade.

GALLO, S. et al. Ética e Cidadania. Caminhos da Filosofia. Campinas: Papirus, 1997 (adaptado).

 

TEXTO II

É necessário que haja liberdade de expressão, fiscalização sobre órgãos governamentais e acesso por parte da população às informações trazidas a público

pela imprensa.

Disponivel em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 24 abr. 2010.

 

Partindo da perspectiva de democracia apresentada no Texto I, os meios de comunicação, de acordo com o Texto II, assumem um papel relevante na sociedade por

 

a)      orientarem os cidadãos na compra dos bens necessários a sua sobrevivência e bem-estar.

b)      fornecerem informações que fomentam o debate politico na esfera publica.

c)       apresentam aos cidadãos a versão oficial dos fatos.

d)      propiciarem o entretenimento, aspecto relevante para conscientização politica.

e)      promoverem a unidade cultural, por meio das transmissões esportivas.

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(ENEM 2010) O príncipe, portanto, não deve se preocupar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassínio e ao roubo.

MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Martin Claret, 2009.

 

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

 

a)      Inércia do julgamento de crimes polêmicos.

b)      Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.

c)       Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.

d)      Neutralidade diante da condenação dos servos.

e)      Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

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(ENEM 2010) A lei não nasce da natureza, junto das fontes frequentadas pelos primeiros pastores; a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo.

FOUCAULT, M. Aula de 14 de janeiro 1976. In: Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

 

O filósofo Michel Foucault (séc. XX) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é

 

a)      Combate ações violentas na guerra entre as nações.

b)      Coagir e servir para refrear a agressividade humana.

c)       Criar limites entre a guerra e a paz praticada entre os indivíduos de uma mesma nação.

d)      Estabelecer princípios éticos que regulamentam as ações bélicas entre países inimigos.

e)      Organizar as relações de poder na sociedade e entre os Estados.

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(ENEM 2010) A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política.

CORDI et al. Para Filosofar. São Paulo: Scipioni, 2007 (adaptado).

 

O século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser compreendida como

 

a)      Instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.

b)      Mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.

c)       Meio para resolver conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.

d)      Parâmetro para assegurar o exercício político primando pelos interesses e ação privada dos cidadãos.

e)      Aceitação de valores universais implícitos numa sociedade que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.

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(ENEM 2010) Na ética contemporânea, o sujeito não é mais um sujeito substancial, soberano e absolutamente livre, nem um sujeito empírico puramente natural. Ele é simultaneamente os dois, na medida em que é um sujeito histórico-social. Assim, a ética adquire um dimensionamento político, uma vez que a ação do sujeito não pode ser mais vista e avaliada fora da relação social coletiva. Desse modo, a ética se entrelaça, necessariamente, com a política, entendida esta como a área de avaliação dos valores que atravessam as relações sociais e que interliga os indivíduos entre si.

SEVERINO, A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992 (adaptado).

 

O texto, ao evocar o processo histórico de formação da ética na sociedade contemporânea, ressalta

 

a)      os conteúdos éticos decorrentes das ideologias político-partidárias.

b)      o valor da ação humana derivada de preceitos metafísicos.

c)       a sistematização de valores desassociados da cultura.

d)      o sentido coletivo e político das ações humanas individuais.

e)      o julgamento da ação ética pelos políticos eleitos democraticamente.

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(ENEM 2010) 

Democracia: “regime político no qual a soberania é exercida pelo povo, pertence ao conjunto dos cidadãos.”

JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

 

Uma suposta “vacina” contra o despotismo, em um contexto democrático, tem por objetivo

 

a)      impedir a contratação de familiares para o serviço público.

b)      reduzir a ação das instituições constitucionais.

c)       combater a distribuição equilibrada de poder.

d)      evitar a escolha de governantes autoritários.

e)      restringir a atuação do parlamento.

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(ENEM 2009)

Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.

VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.

 

O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania

 

a)      possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.

b)      era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.

c)       estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.

d)      tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.

e)      vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.

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(ENEM 2012)

É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder.

MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis, São Paulo: Editora Nova Cultural. 1997 (adaptado).

 

A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito

 

a)      ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as decisões por si mesmo.

b)      ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade às leis.

c)       à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, livre da submissão às leis.

d)      ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, desde que ciente das consequências.

            e)      ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais.

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(ENEM 2012)

Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida.

KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985 (adaptado).

 

Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa

 

a)      a reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.

b)      o exercício da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas.

c)       a imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.

d)      a compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.

            e)      a emancipação da subjetividade humana de ideologias produzidas pela própria razão.

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(ENEM 2012)

Na regulação de matérias culturalmente delicadas, como, por exemplo, a linguagem oficial, os currículos da educação pública, o status das Igrejas e das comunidades religiosas, as normas do direito penal (por exemplo, quanto ao aborto), mas também em assuntos menos chamativos, como, por exemplo, a posição da família e dos consórcios semelhantes ao matrimônio, a aceitação de normas de segurança ou a delimitação das esferas pública e privada - em tudo isso reflete-se amiúde apenas o autoentendimento ético-político de uma cultura majoritária, dominante por motivos históricos. Por causa de tais regras, implicitamente repressivas, mesmo dentro de uma comunidade republicana que garanta formalmente a igualdade de direitos para todos, pode eclodir um conflito cultural movido pelas minorias desprezadas contra a cultura da maioria.

HABERMAS, J, A inclusão do outro: estudos de teoria política. São Paulo: Loyola, 2002.

 

A reivindicação dos direitos culturais das minorias, como exposto por Habermas, encontra amparo nas democracias contemporâneas, na medida em que se alcança

 

a)      a secessão, pela qual a minoria discriminada obteria a igualdade de direitos na condição da sua concentração espacial, num tipo de independência nacional.

b)      a reunificação da sociedade que se encontra fragmentada em grupos de diferentes comunidades étnicas, confissões religiosas e formas de vida, em torno da coesão de uma cultura política nacional.

c)       a coexistência das diferenças, considerando a possibilidade de os discursos de autoentendimento se submeterem ao debate público, cientes de que estarão vinculados à coerção do melhor argumento.

d)      a autonomia dos indivíduos que, ao chegarem à vida adulta, tenham condições de se libertar das tradições de suas origens em nome da harmonia da política nacional.

e)      o desaparecimento de quaisquer limitações, tais como linguagem política ou distintas convenções de comportamento, para compor a arena política a ser compartilhada.

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(ENEM 2012)

TEXTO I

Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras.

BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).

 

TEXTO II

Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo. numa teia de aranha”.

GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).

 

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que

 

a)      eram baseadas nas ciências da natureza.

b)      refutavam as teorias de filósofos da religião.

c)       tinham origem nos mitos das civilizações antigas.

d)      postulavam um princípio originário para o mundo.

e)      defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

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(ENEM 2012)

TEXTO I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.

DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

 

TEXTO II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

 

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume

 

a)      defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.

b)      entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.

c)       são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.

d)      concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.

e)      atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

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(ENEM 2012)

Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).

 

Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao

 

a)      valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.

b)      rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.

c)       afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.

d)      romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.

e)      redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.

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(ENEM 2012)

Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

 

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

 

a)      Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

b)      Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

c)       Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

d)      Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.

e)      Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.